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A Bruxa do 71 marcou uma geração, mas o que a atriz fez durante sua vida é o que tem chocado a todos

Quando lembramos do programa “Chaves”, já vem aquela saudade, né? Por incrível que pareça, por mais tempo que possa passar, nunca enjoamos daquelas cenas e damos risada com as mesmas piadas. Afinal, qual o segredo para elas nunca perderem a graça?

Definitivamente, é o talento dos atores. Por mais que o elenco tenha tido suas desavenças, ainda fazem parte de nossas vidas, mesmo alguns já não estando mais entre nós, como é o caso do tão querido Ramón Valdés, o Seu Madruga, do Roberto Bolaño, eterno Chaves do 8 e, aqui nesse caso, nossa querida Dona Clotilde (mais para Bruxa do 71), Angelines Fernández.

Mas o que poucos sabem é a história dessa mulher que durante muitos anos morríamos de medo, mas também adorávamos – quem sabe ela um dia não conquistaria o Seu Madruga? Ao contrário do que muitos acham, ela não era mexicana como o resto do elenco.

Nasceu em Madrid, na Espanha, no dia 9 de julho de 1922. Quando tinha 25 anos, seu país estava passando por um período de ditadura comandada por Francisco Franco. Porém, Angelines, sem abaixar a cabeça, era guerrilheira e lutava com todo o seu suor a favor da democracia.

Começou, então, a ser perseguida e sua vida corria perigo. Não teve outra saída a não ser abandonar sua terra natal e fugir para o México. Entretanto, chegando lá, não conseguiu exílio e acabou tendo de fugir para Cuba.

Não há muitas informações sobre a época em que ela morou em Cuba, mas foi seu talento como atriz que a fez voltar para o México, tornando-se uma das pioneiras do cinema mexicano na década de 50. Chegou a participar de 14 filmes, além de inúmeras novelas.

Angelines ficou conhecida! Foi com seus brilhantes papéis que seu grande amigo, nosso amado Seu Madruga, Rámon Valdés, percebeu que ela tinha talento para a comédia. Quem diria que com a ajuda dele, a atriz entraria para o elenco de Chaves e tornaria-se, finalmente, a Bruxa do 71 com um sucesso imenso?

Mesmo com outros trabalhos marcantes na televisão mexicana, foi a Dona Clotilde que a transformou em um ícone mundial, a partir do ano de 1972.

A filha de Angelines, Paloma Fernádez, declarou em uma entrevista alguns fatos da vida de sua mãe. Ela tinha um caráter forte e levava a sério seus valores. Exatamente por isso que algumas pessoas não se davam bem com a personalidade da atriz. Ela também amava fazer parte da Vila do Chaves, mas chateava-se por causar medo nas crianças quando era reconhecida em lugares públicos.

Angelines acabou entrando em depressão, doença que acabou se agravando após a morte de seu melhor amigo, Ramón Valdés, em 1988. Tudo isso juntava-se com a falta que a atriz sentia de dua família na Espanha, lugar que ela nunca mais voltou a viver, mesmo com o fim da ditadura.

Nossa querida Bruxa do 71 faleceu em 25 de março de 1994, de um câncer no pulmão causado por uso contínuo de cigarro. A curiosidade é que ela se foi exatamente com 71 anos, o número que tanto a marcou.

O programa ainda nos diverte muito e, de alguma forma, sabemos que nossos personagens preferidos estão em um lugar melhor. Quem sabe ela finalmente conseguiu fisgar o Seu Madruga, ou então, o Chaves tem sanduíches de presunto infinitos? Pode não ser bem assim, mas seria lindo se fosse. Todos, definitivamente, sempre serão eternos.


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