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ALERTA: Este golpe do carteiro está se alastrando no Brasil. Se você reparar neste detalhe, chame a polícia

É, não tem jeito! Queira a gente ou não, temos que ficar atento a tudo e a todos, afinal, o que não falta por aí é gente tentando aplicar algum tipo de golpe para cima de nós. Isso, provavelmente, não é algo que você não saiba, mas ainda assim, o que as pessoas fazem para nos enganar é assustador. Vou dar um exemplo.

Sabe qual é uma das formas mais adotadas para o assalto a condomínios (isso vale para casas também)? Disfarces! E não estamos falando de assaltantes com máscaras pretas que apenas escondem o rosto, mas sim, de bandidos que planejam passo a passo do seu crime e muitas vezes encarnam oficiais de justiça, agentes, parentes, dentre outras “personalidades” para praticarem os seus ataques.

Um caso desse tipo aconteceu esse ano em 2015 em um prédio no Itaim Bibi, Zona Sul de São Paulo. Um assaltante se passou por um morador do local, rendeu o vigia e roubou os moradores acompanhando de um outro homem armado.

Mas afinal de contas, sabendo que o golpe existe, quais são estes disfarces? E como evitar? Confira abaixo (lembrando que muitas das dicas abaixo, mesmo que voltadas a condomínio, também servem para quem mora em casas):

– Funcionário (dos Correios, de telefonia, etc.): Bandidos costumam se disfarçar de funcionários (das mais variadas profissões) e fazerem a alegação de que precisam fazer algum reparo ou algo do tipo dentro do local. E no caso dos “falsos carteiros”, o mais comum é eles “precisarem entregar algo diretamente nas mãos de um morador”.

Um exemplo disso é o golpe da ‘falsa TV a cabo‘, que deixou prédios de São Paulo em alerta.

A recomendação é que a pessoa que cuida da portaria peça um crachá com foto do profissional. Se não existir ou se o crachá apresentado gerar alguma desconfiança,o porteiro deve ligar na empresa para confirmar se o indivíduo realmente é um funcionário.

– Oficial de justiça ou advogado: Neste caso, tentando se fazer valer de seu “falso poder”, os oficiais de araque tentam forçar a sua entrada.

Neste caso, o que deve ser feito é não mudar os procedimentos de segurança. O fato de ser uma autoridade não torna a pessoa acima das regras e os porteiros devem seguir o mesmo padrão usado com outras pessoas. E para quem mora em casa, o mesmo vale: não se deixa qualquer um entrar à força ou de supetão. Peça identificação!

E ah, tenha o mesmo cuidado com agentes de fiscalização (aqueles que se dizem funcionários da prefeitura e que querem conferir se há foco de dengue ou afim no recinto).

– Falso policial: Tão perigoso quanto o caso dos oficiais. Os bandidos se fardam, exigem a entrada no local e “camuflam” até seu veículo com adesivos que façam lembrar uma viatura policial.

Para evitar o golpe, leve em consideração mesmo exemplo do caso acima. Sem um mandato de busca ou apreensão, os policiais não podem simplesmente invadir a casa de alguém.

– Pessoas ‘bonitas’ e bem-vestidas: Como as aparências enganam… mulheres provocantes ou homens de terno ou bem apresentáveis muitas vezes conseguem driblar a segurança simplesmente por não “parecerem perigosos”. O golpe costuma representar ‘visitas surpresas’ e namorados e a namoradas.

A maneira para se lidar com esta situação é simples: não baixar a guarda e manter a cautela. Não é porque a pessoa é atraente ou bem apresentável que ela merece um tratamento diferenciado.

– Entregador de encomendas: A ação por parte dos bandidos costuma acontecer de duas maneiras: tanto subindo para fazer a entrega quando fazendo com que o morador desça para retirá-la. Só o que ele precisa é de uma chance para cruzar o portão de entrada.

As dicas mais simples para evitar o golpe são: não deixar o entregador subir e confirmar a entrega com o morador que supostamente vai recebê-la. E se puder haver a instalação de um ‘passador de objetos’, melhor ainda.

Para você que mora em casa, uma situação ocorrida em 2014 serve como um sério alerta. Disfarçado de entregador de gás (com crachá e tudo) um homem ofereceu um serviço especial para tentar entrar em sua casa e dar um golpe (veja mais sobre o caso, ocorrido em Pedro Leopoldo/MG, clicando aqui).

– Corretor de imóveis: É de costume que o falso corretor de imóveis atue em grupo. Normalmente bem trajado, eles solicitam a entrada para visitar um apartamento.

O porteiro deve confirmar com o morador do apartamento em questão se ele solicitou a visita do corretor. Se a resposta for negativa, não há razão alguma para deixá-lo entrar.

– O ‘Conhecido’: Oportunistas, os bandidos tentam pegar carona da entrada de uma pessoa no prédio. E atuam de maneira a tentar não levantar qualquer suspeita do porteiro.

Mais uma vez, o vigia deve se atentar. Mesmo que seja realmente um conhecido de um morador, o ideal é fazer a identificação e fazer a checagem.

– Carro clonado: Este golpe acontece e não é pouco! Bandidos usam carros do mesmo modelo e características do de algum morador do prédio. E normalmente, o porteiro abre a garagem assim que reconhece o veículo.

Só abra a garagem se quem estiver dentro do carro se identificar, seja saindo do carro ou abrindo a janela. E se tiver câmeras que focalizem no rosto do motorista, melhor ainda.

– Falsa grávida ou menino assaltado: Há casos onde ‘falsas grávidas’, normalmente acompanhadas de alguém, ou pessoas que fingiram ser assaltadas pedem para o usar o telefone da portaria. No primeiro caso, para pedir ajuda médica. E no segundo, para ligar para alguém parente. Nos dois casos, uma vez com a pessoa dentro da portaria, o vigia é rendido.

A recomendação é que o porteiro tome a frente dos dois casos. É necessária alguma ligação? Então ele mesmo deve fazê-la. Peça o contato e atue, mas não deixe que a pessoa entre no prédio. E para você que mora em casa, a mesma situação é válida.

Definitivamente, não dá para confiar em ninguém, não é mesmo?

Fonte: diariodaweb

 


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